Enquanto o trabalhador espera pelo fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro escolhe proteger interesses próprios
A PEC que muda o regime de trabalho no Brasil ficou mais de 100 dias travada por Davi Alcolumbre — e agora enfrenta um novo obstáculo, articulado por aliados do ex-senador e candidato à Presidência.
Que Flávio Bolsonaro pouco liga para o povo, isso todos já sabem, mas o que deixa as coisas piores é que nem mesmo em época de eleição ele consegue jogar a favor do trabalhador brasileiro. A PEC para o fim da escala 6×1 já foi discutida, debatida e aprovada por quem importa: o trabalhador.
Se não fosse por Davi Alcolumbre, sentado em cima da pauta por tanto tempo, hoje o trabalhador brasileiro já estaria em um novo regime de trabalho, podendo ter mais tempo para a família, para cuidar da saúde e se divertir. Mas não foi isso que aconteceu. Alcolumbre travou a PEC por mais de 100 dias e só agora a enviou para votação na CCJ do Senado.
Isso deveria ser uma medida para os trabalhadores comemorarem, mas agora a preocupação não é com Alcolumbre, e sim com Flávio Bolsonaro. Mostrando que a sua luta não é pelos trabalhadores, mas para benefício próprio, o ex-senador e candidato à Presidência escalou alguns aliados para que a votação da PEC do fim da escala 6×1 seja adiada para depois das eleições.
Essa atitude de Flávio só deixa escancaradas as suas prioridades, e elas com certeza não estão no povo. Vale lembrar que, quando foi questionado sobre as suas pautas e o que queria apresentar para o povo brasileiro, a resposta dele foi: “minha candidatura é um protesto”. O ex-senador quer, na verdade, livrar seu pai de uma condenação que o próprio procurou.
Não existe um plano de governo, e tudo o que ele fala conversa mais com os empresários do que com quem de fato sustenta este país. Talvez seja por isso que ele não quer o fim da escala 6×1.
A grande verdade é que Flávio não está pronto para governar o país nem para lidar com as demandas que o povo necessita. Além disso, tem o caso Dark Horse, que ele ainda não explicou: para onde foram os R$ 61 milhões que ele pediu a Vorcaro?
Quando questionado sobre o assunto, mais uma vez, a sua indagação foi se ficaríamos parados no tempo. Mas não é como se fosse um caso que ocorreu anos atrás. Não estamos falando de R$ 1 mil, estamos falando de milhões.
E é claro que ele precisa explicar. Não é porque Flávio disse que é assunto passado que ele realmente é.
Flávio não consegue explicar a razão de pedir milhões a Vorcaro, não consegue explicar para onde foram e, agora, se põe contra o trabalhador brasileiro, levantando aliados para barrar uma PEC que vai mudar a vida de milhões de pessoas.
Talvez, os milhões com os quais Flávio se preocupa não sejam as vidas de trabalhadores que estão perdendo a saúde diariamente no trabalho, mas os milhões que ele consegue controlar com o celular, fazer desaparecer e acha que não precisa dar satisfações.
Share this content:


Publicar comentário