Flávio leva Milei e vídeo com IA do pai para oficializar candidatura
Flávio Bolsonaro realizou no último sábado um comício onde oficializou a sua candidatura à Presidência da República e, tudo ocorreria bem, se ele não cometesse alguns crimes eleitorais no processo. Nem mesmo para oficializar uma candidatura o parlamentar fica longe de crimes; aparentemente, isso é algo intrínseco e ele não consegue se afastar disso.
Flávio chamou o fraldão argentino para fazer parte do comício, e o que já poderia ser ruim realmente foi — e conseguiu ser pior do que muitos imaginavam. Ao trazer Milei para o evento, o filho mais velho de Jair Bolsonaro mostrou que apoia as atitudes insanas e sem sentido do argentino, que levou um país a uma grave crise econômica.
Após perder o apoio de partidos aliados, brigar com Michelle e não conseguir uma mulher para ser sua candidata a vice, Flávio Bolsonaro convidou o louco do Milei para ser a estrela da sua convenção. Enquanto isso, a população da Argentina busca comida no lixo, chega a consumir carne de burro e até pombo.
Vale lembrar que o governo de Javier Milei implementou cortes drásticos nos gastos públicos: a eliminação de obras públicas federais, a suspensão de repasses às províncias, o corte de subsídios de energia e transporte, e a demissão de dezenas de milhares de servidores públicos. Portanto, se Flávio conta com o apoio de Milei, com certeza planeja seguir o mesmo caminho para o Brasil.
Flávio já estava cometendo um crime eleitoral ao convidar Milei para o seu comício, mas a situação piorou quando deixou o “fraldão” discursar — e, não satisfeito, atacar o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, como se o Brasil fosse uma grande bagunça.
Mas não poderia ser diferente: a junção de três políticos que representam o retrocesso não pode trazer nada de bom ou útil.
Além de contar com o apoio do fraldão argentino, Flávio ainda conta com o apoio do “velho gagá norte-americano”. Esse “velho gagá” não esconde a sua tentativa de interferir nas eleições brasileiras. Em sua nova investida, tentaram enviar ao Brasil dois funcionários para “inspecionar” as urnas eletrônicas. Afinal, o que eles entendem do nosso processo eleitoral? Seus votos ainda são feitos em papel e demoram dias para ser coletados e contados? O Brasil não precisa desse retrocesso, principalmente quando o sistema de urnas eletrônicas é elogiado em diversos países.
Saindo de todo esse retrocesso que foi juntar um imbecil e um fraldão no mesmo palco, é preciso falar da utilização de inteligência artificial para que o próprio Bolsonaro pai pudesse, de alguma forma, aparecer no comício. Já que Flávio não tem aliados políticos e nem mesmo partidos querem se aliar a ele, a única opção que resta é apelar para o gado — como a própria família Bolsonaro chama os seus seguidores — que ainda os acompanha.
O uso da IA pode ter sido um meio de burlar as restrições que Jair Bolsonaro enfrenta, já que ele está impedido de exercer certos direitos políticos. O TSE já foi acionado, mas é um pouco difícil prever o que Kassio Nunes Marques irá decidir sobre o assunto: quando questionado, ele afirmou que “usar IA para fazer campanha é lícito; o que não pode é usá-la para prejudicar alguém” — mas não é esse o ponto central. Bolsonaro não pode articular politicamente e, mesmo com o uso da tecnologia, foi exatamente isso que se buscou fazer.
Mas não é a primeira vez que Nunes Marques se mantém em cima do muro e não demonstra firmeza para debater questões ligadas à direita. Em 2021, durante o julgamento na Segunda Turma do STF sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, Nunes Marques justificou sua posição favorável a Moro utilizando o conceito jurídico de “garantismo”, o que fez Gilmar Mendes declarar: “Isso tem a ver com garantismo? Nem aqui nem no Piauí, ministro Kassio”.
Se o ministro tomará ou não uma atitude em relação ao vídeo com IA de Jair Bolsonaro, não sabemos — mas não dá para abafar com panos quentes a vinda de Milei ao comício e, principalmente, o fato de ele ter atacado o atual presidente eleito e um Ministro da Justiça.
Flávio pode agir como se tudo estivesse bem, mas não deixaremos o Brasil esquecer os seus esquemas de rachadinha, o seu envolvimento com Vorcaro e a postura que vai contra o trabalhador brasileiro ao se opor ao fim da escala 6×1.
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