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A memória seletiva de Flávio

A narrativa ilusória de Flávio Bolsonaro

A narrativa ilusória de Flávio Bolsonaro

Enquanto grava vídeos em supermercado culpando o governo atual pelo preço dos alimentos, o senador esquece do próprio voto contra a desoneração de itens essenciais — e do Brasil que voltou ao mapa da fome sob o governo do seu pai.

Flávio Bolsonaro em supermercado

Flávio Bolsonaro é o tipo de político que vive das próprias narrativas, esquece tudo o que fez antes e torce para que o trabalhador brasileiro tenha memória curta.

Registro relacionado ao período citado no texto

No domingo, dia 19, o parlamentar foi até um supermercado e gravou um vídeo comparando os preços do governo atual com os do último governo de Jair Bolsonaro, dizendo que “o poder de compra do brasileiro acabou”. O que é engraçado, já que o mesmo Flávio Bolsonaro, em 2023, votou contra a reforma tributária que zerava impostos de 32 tipos de alimentos essenciais, como arroz, feijão, carnes, leite e café.

É engraçado, para dizer o mínimo, todo esse discurso de Flávio nesse momento, querendo criar uma narrativa — mais uma vez, ilusória — que só existe na cabeça dele. Mas já que Flávio está nessa narrativa ilusória, vamos trazê-lo para a luz com alguns fatos que aconteceram exatamente no governo do seu pai, Jair Bolsonaro.

Em 2022, o Brasil voltou oficialmente para o mapa da fome, depois de ficar oito anos fora desse triste marco.

Fila de pessoas em busca de alimentos
Milhares de brasileiros fizeram filas para conseguir ossos e carcaças durante o governo Bolsonaro.

O ápice desse retorno foram os milhares de brasileiros fazendo filas para conseguirem pegar ossos e carcaças para terem a oportunidade de comer e levar alimentos para suas famílias.

É importante lembrar que o Brasil, em 2014, só conseguiu sair do mapa da fome depois de anos de investimentos em políticas sociais, como o Bolsa Família — programa esse que parte da direita é contra. Mesmo que agora o discurso de Flávio seja diferente, ele já chamou o programa de “bolsa-farelo”, esquecendo que, muitas vezes, essa é a única renda que a família tem.

O Brasil conseguiu sair do mapa da fome em julho de 2025, quando o governo intensificou ainda mais as políticas sociais. Muitos parlamentares fingem não saber, mas o Bolsa Família não é para sustentar uma família, mas sim para que ela tenha recursos para o básico: a alimentação, enquanto busca estruturação profissional.

O oportunismo escancarado de Flávio chega a ser patético. É o clássico discurso de quem quer fazer média com a população, mas esquece de tudo o que já falou e do que já aconteceu no país, principalmente durante o governo do seu pai.

O Brasil não precisa de um presidente que use pautas sérias para fazer campanha velada; o país e os trabalhadores precisam de pessoas que entendam a sua realidade e saibam a importância das políticas públicas. Não dá para se ter na presidência uma pessoa que discursa conforme a sua própria narrativa. Se Flávio esquece de pontos importantes, fazemos questão de lembrá-lo.

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