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O massacre silencioso contra os trabalhadores da Educação Infantil em Belo Horizonte

Creches descartáveis, trabalhadores descartados
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Creches descartáveis, trabalhadores descartados

A prefeitura de Belo Horizonte trata as creches da cidade como se fossem descartáveis e, junto delas, tenta descartar também os trabalhadores que sustentam esse serviço essencial todos os dias.

A política da prefeitura

O órgão responsável pela gestão das creches, em total conivência com as diretrizes da prefeitura, vem aplicando uma política nefasta de congelamento salarial e demissões. O salário da categoria, que já é historicamente baixo, está sendo estrangulado. A resposta da administração municipal para conter gastos é simplesmente cortar o sustento de pais e mães de família, retirando o emprego de profissionais qualificados que cuidam do futuro das nossas crianças.

A omissão do sindicato

O mais revoltante é ver que, diante desse cenário, o SINTIBREF-MG escolheu a omissão. O sindicato, que deveria estar na linha de frente da defesa dos trabalhadores, assumiu uma postura de completo “isentão”, deixando a categoria à própria sorte. Não há mobilização séria, pressão pública, convocação firme para negociação ou enfrentamento real contra os ataques da prefeitura.

O trabalhador fica abandonado entre uma gestão que corta direitos e um sindicato que se cala.

O trabalhador precisa entender que esse tipo de política não surge do nada. Ela é reflexo direto de escolhas políticas e de gestores que demonstram, na prática, não ter qualquer compromisso com quem mantém a cidade funcionando. Quem congela salário, precariza condições e permite demissões em massa manda um recado claro: o trabalhador não é prioridade.

A mesma prefeitura que hoje promove demissões, congela salários e sufoca o atendimento das creches, em breve estará buscando o apoio da população para se manter no poder.

Memória eleitoral

Por isso, é preciso transformar indignação em alerta. A memória do trabalhador não pode ser curta quando chegar o período eleitoral. Não se coloca no poder quem vira as costas para a população trabalhadora depois de eleito. Não se entrega a cidade para quem enxerga direitos como gasto e servidor como problema.

Fique atento

Porque o que realmente assusta essas pessoas não é o silêncio — é a voz organizada do trabalhador.

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