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Tarifa de 25% dos EUA: o preço da política de Flávio para salvar o pai

A conta que o Brasil paga

A conta que o Brasil paga pela jogada de Flávio

Enquanto a família Bolsonaro tenta livrar o pai de uma condenação, quem sente o peso das novas tarifas americanas são os empresários e trabalhadores brasileiros.

Imagem de destaque

Flávio Bolsonaro tanto fez, tanto tentou que finalmente conseguiu com que os Estados Unidos taxassem o Brasil mais uma vez, agora em 25%. Não se pode esquecer da sua atuação nos EUA juntamente com o seu irmão, Eduardo Bolsonaro, pedindo para que Trump interferisse diretamente no Brasil.

Nem Flávio, nem seu irmão, nem mesmo seu pai se interessam pelos assuntos do Brasil ou pelas necessidades do povo brasileiro. Desde que essa família entrou para a política brasileira nada fizeram: foram anos e anos em cargos públicos e nunca levantaram uma pauta que beneficiasse o brasileiro. Na verdade, atuam contra o povo — prova disso é Flávio ser a favor da escala 7×0, onde defende que o trabalhador pode negociar com o patrão as horas trabalhadas, interferindo diretamente no salário.

Ponto central

A família Bolsonaro nunca pensou no que tudo isso vai acarretar para os comerciantes brasileiros. Tudo o que eles querem é livrar o pai de uma condenação justa, após ele tentar contra a democracia brasileira. Como não conseguem, jogam o jogo do “empurra-empurra”: fazem escolhas e deixam as consequências caírem sobre o atual governo.

Aliás, essa é uma prática constante de Flávio desde que assumiu a frente da campanha eleitoral do seu pai neste ano. Ele faz todas as escolhas erradas, joga contra o próprio povo, entrega o Brasil aos leões e, quando a conta chega, não é capaz de assumir os erros — sempre age como se fosse uma vítima de uma sociedade que não o compreende.

Quem vai sofrer as consequências não é Flávio ou a sua família, mas sim os empresários brasileiros que dependem das exportações para manter o dinheiro girando.

Ao atingir esses empresários, atingem também os trabalhadores, que podem vir a perder seus empregos.

Flávio se auto convidou para a USTR algumas semanas atrás para tentar aliviar o que ele mesmo ajudou a causar — mas além de não ajudar em nada, piorou uma situação que já estava fadada a ser ruim. O senador, na verdade, nem pediu para que as tarifas fossem canceladas: apenas disse que “não era um bom momento”, porque poderia beneficiar o atual presidente brasileiro. Mas a pergunta que fica, e que nem Flávio nem seus aliados saberão responder, é: há algum momento bom para se prejudicar o seu próprio país?

ESCALADA TARIFÁRIA

Vale lembrar que toda essa briga tarifária começou porque Trump não aceitou as investigações legítimas contra Bolsonaro em 2025, e anunciou uma tarifa de 50% sobre vários produtos brasileiros — taxa essa que foi comemorada por Eduardo e Flávio. Agora, Trump ameaça aplicar mais uma tarifa de 12,5% caso o Brasil faça o mínimo: aplicar a Lei de Reciprocidade.

Foto relacionada ao post de Marco Rubio

Em um post feito por Marco Rubio na rede social X, ele afirma que as políticas econômicas brasileiras são ruins para os Estados Unidos e para o povo Brasileiro. Como se não bastasse tamanha loucura, ele complementa dizendo que “Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar para o povo brasileiro.” Sabemos que nem Marco, nem Trump ligam para o Brasil, tudo que eles querem são as terras raras e dominar aqui como fazem com muitos outros países, seja de forma direta ou indireta.

Quando Lula não aceitou que o Brasil fosse feito de moeda de troca para agradar Trump, mas é irônico pensar que um país soberano como o Brasil iria abrir mão da sua economia só para agradar outro país.

Contraponto

Algo que Trump precisa entender é que Lula não é como Flávio, para praticar essa política entreguista que ele está acostumado — como fez com a Argentina e outros países da América Latina.

Flávio fez tudo isso para tentar livrar o seu pai da condenação e não demonstra nenhum arrependimento. Agora, mais uma vez, vai fazer o discurso de que “tentou o seu melhor”, mas que o verdadeiro culpado é o atual governo — assim como já fizeram os Estados Unidos. Em nota, o governo norte-americano disse que a tarifa foi aplicada porque não viu “esforço” por parte do governo brasileiro. Mas depois de 30 reuniões para tentar chegar a um acordo, não era o Brasil o desinteressado: eram os próprios Estados Unidos, que parecem não aceitar que o Brasil não é o seu quintal.

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